Adeus, Atenas. Até Pequim!

Os Jogos Paraolímpicos de Atenas acabaram. Nestas últimas duas semanas acompanhamos o empenho dos atletas, que não pouparam esforços para superar os seus limites. Vimos a festa de heróis anônimos, os sorrisos vencedores e o choro da derrota. Presenciamos o surgimento de mitos nas pistas, campos, ginásios e piscinas. Torcemos, vibramos, sofremos.

Diferente da Olimpíada, que é um culto à perfeição, na Paraolimpíada o que importa é a superação pessoal, em uma situação que lembra a proposta original dos Jogos. É claro que a medalha é importante, mas o que vale mesmo é a certeza de que não existe deficiência que não possa ser vencida.

Em Atenas essa luta foi diária, com resultado positivo.  E o Brasil foi parte integrante do processo. Com toda a falta de apoio ao deficiente no país (isso não só no esporte, como de uma maneira geral), os atletas competiram pela nação e por uma qualidade de vida melhor. A esperança é que as 33 medalhas conquistadas na Grécia ajudem a mudar esse quadro de descaso.

E a todos que acompanharam esse blog nos últimos dias, fica o meu agradecimento. Tentei mostrar aqui um pouco do que acontece nos bastidores de um evento como a Paraolimpíada. Um grande abraço. E até Pequim!


Postado por Lello Lopes às 18h51
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Luto

A Grécia está de luto hoje. O acidente automobilístico que matou sete crianças nesta segunda-feira tirou um pouco o brilho das Paraolimpíadas. Em todos os locais de competição havia um clima pesado, tenso, bem diferente dos outros dias.

E as homenagens foram emocionantes. Todas as praças paraolímpicas fizeram um minuto de silêncio em memória das vítimas. E não foi difícil encontrar quem chorasse. Os voluntários sentiram bastante o golpe. Os sorrisos sumiram da maioria dos rostos, e os olhares marejados ficaram destacados.

O próprio Comitê Organizador resolveu entrar na história e decidiu cancelar as festividades da Cerimônia de Encerramento, marcada para amanhã. Assim, apenas os discursos oficiais e o desfile das delegações vão acontecer no Estádio Olímpico. Uma homenagem também deve ser feita às crianças mortas.

Assim como toda tragédia, a de hoje também é carregada de injustiça. Pelas vidas perdidas e por manchar uma competição até então imaculada. E até o céu de Atenas deu o seu recado. Pela primeira vez desde que a Olimpíada começou, no mês passado, ele ficou carregado e com ameaça de chuva. 


Postado por Lello Lopes às 16h26
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