Adeus, Atenas. Até Pequim!
Os Jogos Paraolímpicos de Atenas acabaram. Nestas últimas duas semanas acompanhamos o empenho dos atletas, que não pouparam esforços para superar os seus limites. Vimos a festa de heróis anônimos, os sorrisos vencedores e o choro da derrota. Presenciamos o surgimento de mitos nas pistas, campos, ginásios e piscinas. Torcemos, vibramos, sofremos.
Diferente da Olimpíada, que é um culto à perfeição, na Paraolimpíada o que importa é a superação pessoal, em uma situação que lembra a proposta original dos Jogos. É claro que a medalha é importante, mas o que vale mesmo é a certeza de que não existe deficiência que não possa ser vencida.
Em Atenas essa luta foi diária, com resultado positivo. E o Brasil foi parte integrante do processo. Com toda a falta de apoio ao deficiente no país (isso não só no esporte, como de uma maneira geral), os atletas competiram pela nação e por uma qualidade de vida melhor. A esperança é que as 33 medalhas conquistadas na Grécia ajudem a mudar esse quadro de descaso.
E a todos que acompanharam esse blog nos últimos dias, fica o meu agradecimento. Tentei mostrar aqui um pouco do que acontece nos bastidores de um evento como a Paraolimpíada. Um grande abraço. E até Pequim!
Postado por Lello Lopes às 18h51
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